segunda-feira, 31 de maio de 2010

Como identificar um orangotango

Querida(o)s seguidora(e)s do Beijo, não liga!, lembram que o nosso prezado amigo sr. X ficou de nos mandar a visão masculina de como identificar um orangotango?! Pois bem, aqui estão algumas dicas! Como ficou um pouquinho extenso, dividimos em duas partes. A segunda, vocês acompanham na semana que vem! Beijo, me liga! ;*





Basicamente, identificar um orangotango significa perceber traços de machismo naquele carinha que parece interessante. Não é uma questão binária – existem níves e níveis, claro, mas esse guia trata-se de correr os mínimos riscos possíveis, ok?

É óbvio que vou cometer injustiças, porque nem sempre todos os homens que se encaixam em alguns pontos do perfil são orangotangos. Mas toda generalização é injusta e, como eu disse antes, trata-se de não correr riscos ou pelo menos já entender o que te aguarda. ;)

Orangotango: Homens que se comportam como macacos. Machistas, interpretam papéis anacrônicos que sempre incluem falta de respeito para com as mulheres, nas mais diversas formas. É desprovido de inteligência, caráter, opinião própria e pensa na maioria das vezes com a cabeça de baixo – e que, mesmo assim, poderia funcionar muito melhor. Se importa com quantidade e não com qualidade.

Atenção: se o seu intuito for sexo sem compromisso ou diversão momentânea, o guia não serve para você. Afinal, para uma noite, não interessa se o cara não gosta de ler ou mente sobre o que ele é, por exemplo. ;)

São 8 pontos a serem observados, que não estão em ordem de importância:

1. Ele não presta atenção no que você fala
Se você está expressando sua opinião sobre algum tema, qualquer coisa que seja, e ele te interrompe para falar “como você é linda”, desconfie. Isso é um péssimo sinal. Significa que na lista de prioridades dele, conversar, argumentar e trocar idéias estão lá embaixo. Obs: dê um desconto se o indivíduo estiver embriagado.

2. Ele não te chama pelo nome
Usar apelidos genéricos é uma tática amplamente difundida no universo desses primatas. É fácil de entender: com múltiplas parceiras fica mais fácil trocar o nome de alguma delas, então os apelidos estão aí para nomeá-las sem erro. Se ele esqueceu seu nome no mesmo dia ou quando vocês se encontraram pela segunda vez, são duas as opções: ou está fingindo desinteresse ou realmente está desinteressado e não lembra. Seja qual for, é furada, não é? Quando me interesso por alguma mulher, posso esquecer até do meu endereço mas não esqueço do nome. :)

3. Ele mente sobre quem ele é
Se alguém mente pra você sobre o que faz profissionalmente, por exemplo, é possível tirar algumas conclusões: ou o cara acha que você se interessa mais pelo status ou dinheiro ganho na profissão inventada do que por ele – o que em linhas gerais, significa te chamar de fútil. Ou então, sente vergonha/está insatisfeito com a própria profissão. Você quer se envolver com um cara que rejeita a principal atividade desenvolvida na vida? Pessoas insatisfeitas com a própria profissão podem significar algumas coisas: cômodas, infelizes, nervosas, estressadas ou inertes. Bota a fila pra andar!


4. Higiene
Para chulé, cabelo sujo, mal-hálito, não existe atração que se desenvolva. Higiene é a coisa mais importante que existe na hora de ficar, transar ou até mesmo atrair a atenção de alguém. Primeiro de tudo e o mais óbvio: a higiene evita várias doenças. Segundo: se um cara vai te encontrar sujo, suado, fedendo e/ou com o cabelo seboso, significa que ele não está interessado no que gosto que você for sentir ou com num cheiro que te agrade se vocês dois se beijarem ou transarem. E um cara que só se importa com ele mesmo no sexo, pode fazer com a mão, não é? Dê uma banana para ele e saia fora.


Continua na próxima segunda...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Conservador, ciumento ou doido?

Poderia dizer que esse fato aconteceu com um pseudo namorado. Ainda estávamos naquela fase de conhecimento, de um agradar o outro e de ficar na dúvida do que responder quando alguém perguntava "e aí, vocês estão namorando?". Enfim, fazíamos cara de paisagem e dávamos aquele sorriso amarelo.

O boy estava se saindo muito bem, tinha grandes chances de se tornar o "homem da casa". Mas, como na minha vida as coisas têm que ter um grande teor paródico, com esse garoto, claro, não poderia ser diferente, né! Com mais ou menos dois meses de convivência, fiz um almoço na minha casa, estavam alguns amigos e...

Ele: fulana, você não acha que sua blusa está muito decotada?
Eu: não, não acho...
Ele: ah, se você não acha, coloca um short que mostra a poupa da bunda!!!
Eu (com muito ódio): pô, infelizmente, eu não tenho um desses aqui, mas amanhã mesmo eu adquiro, tá. Pode deixar.



Gente, como diria Roberto Jefferson, ele "provocou em mim os intintos mais primitivos". Tudo bem, ele pode não gostar de blusas frente única, mas o modo, o como falar dele foi sem noção! Será que ele queria que eu usasse uma burca? Só pode, né!

Bem, depois disso, ficou aquele climão. Para piorar, durante uma discussão sobre o ocorrido, ele disse: "é, realmente, somos muito diferentes: você gosta de Axé, eu gosto de Bossa Nova". É, acho meio difícil ouvir um Toquinho, Tom Jobim num churrasco, em pleno o domingo de sol!!!

Enfim, além dessas mancadas, ele fez outras coisinhas que se somaram e acabou recebendo um "beijo, não liga".

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Passou do ponto...

Início de faculdade é uma maravilha: você entra já pensando em conhecer novas pessoas, ampliar o seu círculo de amizade, sem falar nos novos gatinhos que vamos conhecer... e eu, como não sou diferente das demais, logo no primeiro semestre avistei uma coisinha fofa de Jesus: um moreninho do meu naipe, fortinho, cheiroso, daquele jeito! Logo, fui tratando de fazer amizade e aproveitei que estávamos numa aula que precisávamos formar grupos, passei na frente e já fui colocando nome de bonitinho no meu...

Conversa vai, conversa vem, fui ficando mais próxima do meu sonho de consumo. Passaram-se uns 2 meses, ele perguntou se eu gostava de sair, se bebia algo, essas coisas. Já sacando qual era a dele, logo falei que bebia, que adorava sair. Com isso, ele solta: “vamos marcar um dia ai, então!”. Eu logo tratei de agilizar esse dia e o local: já joguei pro fim de semana num barzinho e ele topou...

Chegou o grande dia! Eu, toooooda empolgada, fui no meu carro porque sempre fui precavida, não sabia o que podia acontecer...

Cheguei ao bar e nada do boy. Esperei um tempinho e naaada. Resolvi, então, ligar pra ele. Foi quando eu ouvi: “Taguatinga Centro, via estádio, até Taguatinga Shopping!”. Putz, eu não acreditei! Ele tava indo de lotação... chegou suuuuper atrasado e suado. Então parei, respirei e pensei: “Calma, isso aqui ainda pode dar em alguma coisa boa...”



Então ele sentou, me deu um beijinho no rosto, falou “vamos pedir algo pra beber... você toma o que?” Eu repondi: “Pode ser uma cerveja”. Ele chamou o garçon e pediu uma cerveja e uma Coca-cola. Assustada, perguntei pra que a Coca-cola e ele me respondeu que era pra ele beber...
Afffffffffff... tem dó né??? Broxei geral, já não queria nem mais conversar... mas como eu sou guerreira, ainda tentei deixar a noite agradável. A conversa foi ficando chata... eu bebia e nada do cara ficar legalzinho. Deu uma da manhã e eu queria ir embora (e pensando que ele iria arranjar um jeito de ir pra casa): “Tá tarde, né?! Pede a conta!”


Peguei o carro, o boy entrou – o.0 -e eu fui passando em frente aos pontos de táxi pra ver se ele falava algo e nada. Passei um, passei dois, naaaada. Perguntei onde que ele morava e a resposta era algo assim: loooooooooonge, muuuito longe!!! PQP... fui levar o Fi duma égua lá, e ainda quando chegou ao destino ele queria me beijar... afff! Já fui mandando descer e falando que eu tinha que ir pra casa porque não podia demorar, que eu tava com medo de voltar só e tal. O embromechion foi federal...


Enfim, no outro dia na faculdade eu não queria nem ver... e ele ainda veio com a historinha pra gente marcar novamente,que ele iria me mostrar um lugar legal... aham, senta e espera, Fi! Beijo, não liga!!!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Metrossexual?!?!

Em pleno sábado de sol - e que sol maravilhoso! - uma amiga me liga e chama pra ir ao forró que rolava num barzinho. Lá era o point da época... lotaaado!!! Enfim, sempre que eu ia no forró, via um rapaz que dançava demais e por coincidência estudava na mesma faculdade que eu. Mas ele nunca falava ou me chamava pra dançar nos forrós da vida... incrivelmente, nesse dia ele me chamou e viu que a garotinha aqui mandava bem! Colou em mim, dançamos muuuito...

No final do forró, minha amiga sem noção deu a ideia de irmos todos pra casa dela , pois estava sozinha... aí,faríamos algo pra comer e de preferência seríamos a sobremesa... hahaha. Aliás, no caso, havia mais outra amiga. Nós três naquele dia incrivelmente havíamos encontrado 3 homens para 3 mulheres... aquele famoso “esquemão”, todas se deram bem! Hehehhe...

Então passamos no posto de gasolina, compramos cerva, vodka e suco e caímos pra casa dela. Fizemos um tira gosto e a pinga acabou saindo das minhas veias... e então comecei a observar aquele garotinho que me chamou atenção no início já não tava tãaaao interessante mais... até porque eu havia dado uns amassos dentro do carro e ele havia pedido pra eu beijar o pescoço dele porque o excitava, mas o cara começou a soltar gemidos estranhos... Afff... fiquei meio sem graça, mas mesmo assim continuei a saga de pegá-lo e finalizar a noite!

Comecei, então, a olhá-lo sem a pinga... aquele dançarino já não me chamava a atenção... ele escrotamente fazia a sobrancelha – detalhe: tava melhor que a minha, suuuuper bem feita! Mas não pára por ai: eu, tentando ficar bêbada de novo e sem sucesso, percebo que o donzelo tira a camisa. O que eu vi?! Ele depila o sovaco... pqp... parei na hora... olhei aquilo e fiquei chocada!! Perguntei pra ele se era esportista e ele me fala que não... porque pra ficar tooodo depilado do jeito que ele tava pensei que era pelo menos nadador! Afff... aquilo me tirou totalmente o tesão!

Fiquei tensa, queria desistir daquilo tuuuuuudo!! Ai, por alegria do destino, um peguete que eu era muito afim me liga! Ai eu tramei... e tramei com a ajuda das minhas amigas! Falei que minha irmã tava só em casa e havia discutido com o namorado e tava muito mal. Eu, como boa irmã que sou, ia lá em casa ver como ela estava... aí, o bonitinho queria ir junto, pode?? Respondi que não ,ela tava mal e precisa conversar comigo... foi quando ele soltou: “tudo bem, te espero pra gente concluir a noite!”. Eu desesperada falei: “Pode esperar, voltarei” ( só que ele mal sabia que voltaria só se fosse na outra encarnação).

Aff... homem depilando o sovaco só se for atleta. O resto, pra mim, é bicha enrustida! Beijo, não liga!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Beija eu, beija eu...

Certa vez, estava Itaúnas, uma cidade localizada no Espírito Santo, com duas amigas. Soubemos de uma festa que ia ocorrer lá. Nós duas, solteiríssimas, decidimos que iríamos curtir muito aquela noite. A animação rondava aquele local. Eis que, num determinado momento, avistei um verdadeiro deus grego! “Que homem é esse?!”, pensei. Gente, realmente o cara era "O HOMEM"!

O “melhor” de tudo é que o deus grego tava me dando mole! Me tirou pra dançar... sim, eu era a sortuda! Só ouvia as palavras de incentivo da minha amiga: “Vai lá, o cara é muuuuuito gato!”.

Ok, fui lá. Ao dançar, conversamos um pouco e pude perceber que o deus grego tinha um defeito que era difícil encarar: o mau hálito! Minha amiga estava lá no canto da festa, percebendo que algo errado acontecia. Eu, dançando com aquele belo homem, fazia mímicas para minha amiga arrumar alguma bala pra eu conseguir beijar o cara.


Eis que surge bela e saltitante minha amiga com toda sua sutileza: “Comprei , Freegells querem?!” (já enfiando a bala na nossa boca).

Ela voltou para o seu canto. Para minha falta de sorte, o problema não tinha sido resolvido... continuei com as mímicas: "Mais forteeeee, mais forteeeee!". Eu precisava beijar aquele homem! Minha amiga, no canto, só gesticulava: “Vou tentar arrumar Halls preto! Você tá querendo um Listerine, não dá pra arrumar aqui! Hahahaha”. Sim, ainda tive que aturar a zuação da minha melhor amiga.

Pensei: “Não sei nem se Listerine resolve isso aqui!”. Foi então que prendi a respiração muito forte e tasquei um beijo no boy. O encanto quebrou. Naquele momento percebi o motivo de tanta beleza estar sozinha na festa. Deus grego: beijo (selinho), não liga!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O gostosããão

Então, mais uma vez eu estava quieta, distante de qualquer rolo, sexo eventual ou afins. Diante de uma semana de cão, trabalhando até tarde, bateu-me um cansaço tremendo. Em um dos raros momentos de descontração, entrei em uma página de relacionamento, na qual tenho um perfil nada provocativo e com o interesse bem à vista: AMIZADE.

Ainda assim, surge um homem, forçando um primeiro contato, com aquela démodé conversa on-line. Hesitei em conversar com o carinha, mas só para variar, fui lá, paguei pra ver.

Conversa vai e vem, o old boy, um quarentão convicto, mostrou ser um “cara maduro”, distinto, com bom gosto, “bastante experiente” e um esportista nato. Aquele velho papo furado do homem mais velho.

Desde logo, percebi que o cara poderia ser uma boa aventura sexual, mas, definitivamente, longe de ser o cara que a mamãe sonhou pra mim... hehehe. Ele é uma espécie de “homem crasso”, ignorante ao extremo.

Bem, por outro lado, o quarentão tinha um material corpóreo muuuuuuuuuuito instigante, de fazer você pensar as coisas mais absurdas com toda aquela virilidade. Ui!

Então, cozinhei o tiozão por umas três semanas e, na primeira oportunidade, o moço não perdeu tempo e convidou-me para tomar um vinho do porto – para bom entendedor, ele queria amaciar a carne antes do jantar. Marcamos o encontro para o fim de semana.

Naquele fim de semana surgiu um probleminha em uma cidade próxima, tive que seguir sem planejamento – dei o “bolo” no rapaz. O boy me ligou o fim de semana inteiro, mas não consegui atendê-lo. Na verdade, não quis atendê-lo.

Quando retornei, o desesperado moço havia deixado recados e recados on-line na tentativa de saber o meu desaparecimento. Então, entrei em contato, e remarcamos a saída para a semana seguinte.

Chegado o dia, deixei o tio esperando cerca de 40 minutos, quando finalmente nos encontramos. De cara o rapaz mostrou a sua falta de compostura e o mau tratamento que dispensa a uma mulher. Escolheu a pior mesa e a mais desconfortável. Quando o garçom surgiu, o boy fez o pedido, sem nem ao menos se dar conta que estava acompanhado e, para amenizar a situação constrangedora, aceitei o que ele pediu.

Conversamos o mesmo assunto durante longas horas, já que o moço tem o papo limitado ao trabalho e a preparação física que realiza. Saía da conversa maçante, mas o velho rapaz voltava ao ponto de partida. Já cansada, o garçom retornou e perguntou: “mais alguma coisa?”. O ancião, mais uma vez, esqueceu que havia uma mulher em sua companhia, sentada em um banco bem desconfortável e louca pra tomar uma água com gás, bem gelada, porém – grosseiramente - o boy declarou: “não queremos mais nada, pode trazer a conta”. Certo, eu estava ali um tanto “fantasminha camarada”, engoli seco e fingi não perceber o tratamento “vip” dedicado a minha pessoa.

O tio, então, resolveu elogiar as minhas mãos e pegando os meus dedos, se aproximou e já veio me beijando. Que ousadia, mal sabia ele que não havia clima para tal acostamento.

Saindo do barzinho, o tio sukita saiu em disparado e, muito constrangido, pegou disfarçadamente na minha mão. Caminhamos até o carro e, claro, o boy tratou logo de me beijar, me apertar, me amassar. Surgiu aquele convite: “quer ir até meu apartamento?” Pensei: “é claro. Na verdade, é só isso que quero contigo: sexo.”

Fomos até o apê do tiozão esportista. Cheguei ao recinto... visualizei o ambiente e posso garantir que os porcos se sentiriam em casa. Que chiqueiro!

Sentei no sofá da quite e... lá vem o negão, cheio de paixão. Ele tirou a camisa, a calça, o tênis, manteve a cueca e as meias. Sim, as meias ficaram. Bem, sem preliminares, sem carícias, sem excitação, o negão estava a ponto de bala. Eu lá, vestida. E as meias...

Fui para cama, acariciei o boy, nos amassamos. Mas sem sexo. Quando menos imaginei, lá estava o tio, nu e roncando no meu ombro. Depois dessa, melhor ir pra casa, tomar um banho quente e dormir, dormir muuuuito.

A semana passou e o negão não desistiu. Bem, eu queria provar o quarentão. Fui ao encontro do boy. Fui mais uma vez ao “cantinho da bagunça”, e advinha (?) o moço já estava nu em cima da cama. Pedi que ele esperasse ao menos eu tirar a sandália... e o melhor ainda estava por vir...
Subi no quarentão e, em meio aos movimentos, o tio começou a apresentar expressões faciais de que algo não estava bem. Então, preocupada, tive que perguntar: “você está bem?”. O distinto senhor respondeu “sim, acho que sua pressão está baixa”...

Continuei. Eis que na mudança de posição, o boy faz uma observação fulcral: “que buceta gostosa”. É, uma observação bem grosseira e nada excitante.

Tudo bem, apesar de muitas tentativas, eis que o negão mostrou sua virilidade: o tio brochou! Ah, sim... tanto material jogado fora. Muita malhação. Corpo delineado. Uma pele morena. Pernas grossas. Enfim, tanta coisa para naaada.

Os gordinhos, os exóticos, aquela barriguinha saliente... esses sim, nunca me deixaram na mão! Hehehe... para finalizar, o tio mais uma vez apagou com o motor ligado. O ronco estrondava as paredes do seu humilde chiqueiro.

Depois de tamanha frustração, compreendi porque o quarentão é tão convicto... Titio, beijo, não liga!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A Língua de Lixa

Definitivamente, perante tantos encontros desastrosos, resolvi ficar o resto ano passado sossegada. No entanto, as situações inusitadas insistem em acontecer. Bem, ao menos mais um causo, né...

O fim de semana parecia tranquilo até surgir um convite no início da noite de sábado. E, mais uma vez, vou ao encontro dos amigos. Chegando à casa de uma amiga, avistei algumas pessoas que já havia encontrado em outras oportunidades e alguns amigos dela, entre eles, um em especial foi por demais simpático e bem educado.

Reparei que o moço era uma graça, mas não havia interesse. Ao menos seria mais um “amigo homem”.

No fim da noite, depois das cervejas, do whisky e outras doses, já estávamos “altos”. Todos se recolheram, e eu tive a brilhante idéia de fazer companhia ao boy. Conversa vai, conversa vem e o rapaz se aproxima. A idéia do “amigo homem” acabou ali.

Beijamo-nos com uma mistura desagradável de cheiro de suor e bebida. O boy roçava a sua língua rugosa na minha boca. Não bastando a língua de lixa, o beijo foi um tanto desesperado.
Quando menos esperava, o boy já estava, literalmente, embaixo do meu vestido. Aff...eis que homem polvo, percorria todo o meu corpo, desesperadamente, e eu ali, lixando os dentes com aquela língua áspera e frenética.


Enquanto eu tentava controlar o boy, ele dizia: “Ou, ou fia, calma”. Fia? Não, não: fia? Francamente. Depois dessa, veio a tentativa de sexo anal. Sem preservativo e lubrificante. Menos! O bom moço revelou-se insano e bem apressadinho. O boy precisava de uma camisa de força e um prozac.

Pela manhã, o rapaz acordou com uma cara de “João arrependido”. É, bateu a ressaca moral. Eu ali, absolutamente constrangida. Com uma vontade tremenda apagar aquele sábado da memória.
O boy foi embora, despediu me dando um beijo no canto da boca e disse: “a gente se fala”. Não, não baby. Nem pensar!

Depois de algumas semanas chegou até os meus ouvidos que o boy – simpático e educado - havia comentado entre os amigos que só havia “ficado” comigo porque estava bêbado demais para ter controle sobre seus impulsos. Na verdade, esse baby boy é o típico cara-de-pau. Mais um palhaço no meu picadeiro.

Realmente essa velha desculpa dispensa qualquer comentário. Beijo, não liga!