segunda-feira, 22 de março de 2010

Metrossexual?!?!

Em pleno sábado de sol - e que sol maravilhoso! - uma amiga me liga e chama pra ir ao forró que rolava num barzinho. Lá era o point da época... lotaaado!!! Enfim, sempre que eu ia no forró, via um rapaz que dançava demais e por coincidência estudava na mesma faculdade que eu. Mas ele nunca falava ou me chamava pra dançar nos forrós da vida... incrivelmente, nesse dia ele me chamou e viu que a garotinha aqui mandava bem! Colou em mim, dançamos muuuito...

No final do forró, minha amiga sem noção deu a ideia de irmos todos pra casa dela , pois estava sozinha... aí,faríamos algo pra comer e de preferência seríamos a sobremesa... hahaha. Aliás, no caso, havia mais outra amiga. Nós três naquele dia incrivelmente havíamos encontrado 3 homens para 3 mulheres... aquele famoso “esquemão”, todas se deram bem! Hehehhe...

Então passamos no posto de gasolina, compramos cerva, vodka e suco e caímos pra casa dela. Fizemos um tira gosto e a pinga acabou saindo das minhas veias... e então comecei a observar aquele garotinho que me chamou atenção no início já não tava tãaaao interessante mais... até porque eu havia dado uns amassos dentro do carro e ele havia pedido pra eu beijar o pescoço dele porque o excitava, mas o cara começou a soltar gemidos estranhos... Afff... fiquei meio sem graça, mas mesmo assim continuei a saga de pegá-lo e finalizar a noite!

Comecei, então, a olhá-lo sem a pinga... aquele dançarino já não me chamava a atenção... ele escrotamente fazia a sobrancelha – detalhe: tava melhor que a minha, suuuuper bem feita! Mas não pára por ai: eu, tentando ficar bêbada de novo e sem sucesso, percebo que o donzelo tira a camisa. O que eu vi?! Ele depila o sovaco... pqp... parei na hora... olhei aquilo e fiquei chocada!! Perguntei pra ele se era esportista e ele me fala que não... porque pra ficar tooodo depilado do jeito que ele tava pensei que era pelo menos nadador! Afff... aquilo me tirou totalmente o tesão!

Fiquei tensa, queria desistir daquilo tuuuuuudo!! Ai, por alegria do destino, um peguete que eu era muito afim me liga! Ai eu tramei... e tramei com a ajuda das minhas amigas! Falei que minha irmã tava só em casa e havia discutido com o namorado e tava muito mal. Eu, como boa irmã que sou, ia lá em casa ver como ela estava... aí, o bonitinho queria ir junto, pode?? Respondi que não ,ela tava mal e precisa conversar comigo... foi quando ele soltou: “tudo bem, te espero pra gente concluir a noite!”. Eu desesperada falei: “Pode esperar, voltarei” ( só que ele mal sabia que voltaria só se fosse na outra encarnação).

Aff... homem depilando o sovaco só se for atleta. O resto, pra mim, é bicha enrustida! Beijo, não liga!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Beija eu, beija eu...

Certa vez, estava Itaúnas, uma cidade localizada no Espírito Santo, com duas amigas. Soubemos de uma festa que ia ocorrer lá. Nós duas, solteiríssimas, decidimos que iríamos curtir muito aquela noite. A animação rondava aquele local. Eis que, num determinado momento, avistei um verdadeiro deus grego! “Que homem é esse?!”, pensei. Gente, realmente o cara era "O HOMEM"!

O “melhor” de tudo é que o deus grego tava me dando mole! Me tirou pra dançar... sim, eu era a sortuda! Só ouvia as palavras de incentivo da minha amiga: “Vai lá, o cara é muuuuuito gato!”.

Ok, fui lá. Ao dançar, conversamos um pouco e pude perceber que o deus grego tinha um defeito que era difícil encarar: o mau hálito! Minha amiga estava lá no canto da festa, percebendo que algo errado acontecia. Eu, dançando com aquele belo homem, fazia mímicas para minha amiga arrumar alguma bala pra eu conseguir beijar o cara.


Eis que surge bela e saltitante minha amiga com toda sua sutileza: “Comprei , Freegells querem?!” (já enfiando a bala na nossa boca).

Ela voltou para o seu canto. Para minha falta de sorte, o problema não tinha sido resolvido... continuei com as mímicas: "Mais forteeeee, mais forteeeee!". Eu precisava beijar aquele homem! Minha amiga, no canto, só gesticulava: “Vou tentar arrumar Halls preto! Você tá querendo um Listerine, não dá pra arrumar aqui! Hahahaha”. Sim, ainda tive que aturar a zuação da minha melhor amiga.

Pensei: “Não sei nem se Listerine resolve isso aqui!”. Foi então que prendi a respiração muito forte e tasquei um beijo no boy. O encanto quebrou. Naquele momento percebi o motivo de tanta beleza estar sozinha na festa. Deus grego: beijo (selinho), não liga!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O gostosããão

Então, mais uma vez eu estava quieta, distante de qualquer rolo, sexo eventual ou afins. Diante de uma semana de cão, trabalhando até tarde, bateu-me um cansaço tremendo. Em um dos raros momentos de descontração, entrei em uma página de relacionamento, na qual tenho um perfil nada provocativo e com o interesse bem à vista: AMIZADE.

Ainda assim, surge um homem, forçando um primeiro contato, com aquela démodé conversa on-line. Hesitei em conversar com o carinha, mas só para variar, fui lá, paguei pra ver.

Conversa vai e vem, o old boy, um quarentão convicto, mostrou ser um “cara maduro”, distinto, com bom gosto, “bastante experiente” e um esportista nato. Aquele velho papo furado do homem mais velho.

Desde logo, percebi que o cara poderia ser uma boa aventura sexual, mas, definitivamente, longe de ser o cara que a mamãe sonhou pra mim... hehehe. Ele é uma espécie de “homem crasso”, ignorante ao extremo.

Bem, por outro lado, o quarentão tinha um material corpóreo muuuuuuuuuuito instigante, de fazer você pensar as coisas mais absurdas com toda aquela virilidade. Ui!

Então, cozinhei o tiozão por umas três semanas e, na primeira oportunidade, o moço não perdeu tempo e convidou-me para tomar um vinho do porto – para bom entendedor, ele queria amaciar a carne antes do jantar. Marcamos o encontro para o fim de semana.

Naquele fim de semana surgiu um probleminha em uma cidade próxima, tive que seguir sem planejamento – dei o “bolo” no rapaz. O boy me ligou o fim de semana inteiro, mas não consegui atendê-lo. Na verdade, não quis atendê-lo.

Quando retornei, o desesperado moço havia deixado recados e recados on-line na tentativa de saber o meu desaparecimento. Então, entrei em contato, e remarcamos a saída para a semana seguinte.

Chegado o dia, deixei o tio esperando cerca de 40 minutos, quando finalmente nos encontramos. De cara o rapaz mostrou a sua falta de compostura e o mau tratamento que dispensa a uma mulher. Escolheu a pior mesa e a mais desconfortável. Quando o garçom surgiu, o boy fez o pedido, sem nem ao menos se dar conta que estava acompanhado e, para amenizar a situação constrangedora, aceitei o que ele pediu.

Conversamos o mesmo assunto durante longas horas, já que o moço tem o papo limitado ao trabalho e a preparação física que realiza. Saía da conversa maçante, mas o velho rapaz voltava ao ponto de partida. Já cansada, o garçom retornou e perguntou: “mais alguma coisa?”. O ancião, mais uma vez, esqueceu que havia uma mulher em sua companhia, sentada em um banco bem desconfortável e louca pra tomar uma água com gás, bem gelada, porém – grosseiramente - o boy declarou: “não queremos mais nada, pode trazer a conta”. Certo, eu estava ali um tanto “fantasminha camarada”, engoli seco e fingi não perceber o tratamento “vip” dedicado a minha pessoa.

O tio, então, resolveu elogiar as minhas mãos e pegando os meus dedos, se aproximou e já veio me beijando. Que ousadia, mal sabia ele que não havia clima para tal acostamento.

Saindo do barzinho, o tio sukita saiu em disparado e, muito constrangido, pegou disfarçadamente na minha mão. Caminhamos até o carro e, claro, o boy tratou logo de me beijar, me apertar, me amassar. Surgiu aquele convite: “quer ir até meu apartamento?” Pensei: “é claro. Na verdade, é só isso que quero contigo: sexo.”

Fomos até o apê do tiozão esportista. Cheguei ao recinto... visualizei o ambiente e posso garantir que os porcos se sentiriam em casa. Que chiqueiro!

Sentei no sofá da quite e... lá vem o negão, cheio de paixão. Ele tirou a camisa, a calça, o tênis, manteve a cueca e as meias. Sim, as meias ficaram. Bem, sem preliminares, sem carícias, sem excitação, o negão estava a ponto de bala. Eu lá, vestida. E as meias...

Fui para cama, acariciei o boy, nos amassamos. Mas sem sexo. Quando menos imaginei, lá estava o tio, nu e roncando no meu ombro. Depois dessa, melhor ir pra casa, tomar um banho quente e dormir, dormir muuuuito.

A semana passou e o negão não desistiu. Bem, eu queria provar o quarentão. Fui ao encontro do boy. Fui mais uma vez ao “cantinho da bagunça”, e advinha (?) o moço já estava nu em cima da cama. Pedi que ele esperasse ao menos eu tirar a sandália... e o melhor ainda estava por vir...
Subi no quarentão e, em meio aos movimentos, o tio começou a apresentar expressões faciais de que algo não estava bem. Então, preocupada, tive que perguntar: “você está bem?”. O distinto senhor respondeu “sim, acho que sua pressão está baixa”...

Continuei. Eis que na mudança de posição, o boy faz uma observação fulcral: “que buceta gostosa”. É, uma observação bem grosseira e nada excitante.

Tudo bem, apesar de muitas tentativas, eis que o negão mostrou sua virilidade: o tio brochou! Ah, sim... tanto material jogado fora. Muita malhação. Corpo delineado. Uma pele morena. Pernas grossas. Enfim, tanta coisa para naaada.

Os gordinhos, os exóticos, aquela barriguinha saliente... esses sim, nunca me deixaram na mão! Hehehe... para finalizar, o tio mais uma vez apagou com o motor ligado. O ronco estrondava as paredes do seu humilde chiqueiro.

Depois de tamanha frustração, compreendi porque o quarentão é tão convicto... Titio, beijo, não liga!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A Língua de Lixa

Definitivamente, perante tantos encontros desastrosos, resolvi ficar o resto ano passado sossegada. No entanto, as situações inusitadas insistem em acontecer. Bem, ao menos mais um causo, né...

O fim de semana parecia tranquilo até surgir um convite no início da noite de sábado. E, mais uma vez, vou ao encontro dos amigos. Chegando à casa de uma amiga, avistei algumas pessoas que já havia encontrado em outras oportunidades e alguns amigos dela, entre eles, um em especial foi por demais simpático e bem educado.

Reparei que o moço era uma graça, mas não havia interesse. Ao menos seria mais um “amigo homem”.

No fim da noite, depois das cervejas, do whisky e outras doses, já estávamos “altos”. Todos se recolheram, e eu tive a brilhante idéia de fazer companhia ao boy. Conversa vai, conversa vem e o rapaz se aproxima. A idéia do “amigo homem” acabou ali.

Beijamo-nos com uma mistura desagradável de cheiro de suor e bebida. O boy roçava a sua língua rugosa na minha boca. Não bastando a língua de lixa, o beijo foi um tanto desesperado.
Quando menos esperava, o boy já estava, literalmente, embaixo do meu vestido. Aff...eis que homem polvo, percorria todo o meu corpo, desesperadamente, e eu ali, lixando os dentes com aquela língua áspera e frenética.


Enquanto eu tentava controlar o boy, ele dizia: “Ou, ou fia, calma”. Fia? Não, não: fia? Francamente. Depois dessa, veio a tentativa de sexo anal. Sem preservativo e lubrificante. Menos! O bom moço revelou-se insano e bem apressadinho. O boy precisava de uma camisa de força e um prozac.

Pela manhã, o rapaz acordou com uma cara de “João arrependido”. É, bateu a ressaca moral. Eu ali, absolutamente constrangida. Com uma vontade tremenda apagar aquele sábado da memória.
O boy foi embora, despediu me dando um beijo no canto da boca e disse: “a gente se fala”. Não, não baby. Nem pensar!

Depois de algumas semanas chegou até os meus ouvidos que o boy – simpático e educado - havia comentado entre os amigos que só havia “ficado” comigo porque estava bêbado demais para ter controle sobre seus impulsos. Na verdade, esse baby boy é o típico cara-de-pau. Mais um palhaço no meu picadeiro.

Realmente essa velha desculpa dispensa qualquer comentário. Beijo, não liga!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Mais uma das minhas aventuras sexuais frustradas...


Fui a uma festa de amigos, já cheguei um tanto “alegre”. Bem aquecida para a noitada, fiquei na entrada da pista, ao lado de uma espécie de balcão, oportunidade que aproveitei para visualizar o recinto. Lá, avistei muitas pessoas conhecidas e um desconhecido, escolhido a primeira olhada. Depois de algum tempo de observação e com ajuda de um cupido esperto e rápido, a fotógrafa da festa, conheci o tal garoto.

Esta noite prometia: estava com uma amiga bêbada no carro, rodeada de amigos e, agora, estava conversando com um rapaz simpático, descontraído, mas com um estilo um tanto “homem do interior”. Pensei: “vamos lá, vamos aproveitar a noite!”

Percebi que o boy estava incomodado com a presença de alguns amigos, que vez e outra, passavam, conversavam comigo e traziam uma bebida. Desconfiado, o rapaz foi até ao banheiro, quando um amigo aproveitou a oportunidade e se aproximou. Sem hesitar, o rapaz voltou com muita pressa, deu-me um beijo... tenho que assumir: que beijo booooom!

Passamos a noite grudados! Na verdade nos beijamos até as sete e tantas da manhã...

O dia já anunciava e, já cansados, decidimos ir para casa. Eis, então, que o “homem da roça” resolveu solicitar meu número e aproveitou para me mostrar seu lado “engraçado”.

Após passar meu número, resolvi pegar o dele também. Porém, com uma carinha bem divertida, o boy disse sorridente: “não vou te passar meu número, deixa que eu te encontro”.

Aff... certas observações temos que guardar no fundo do nosso intimo. Mazela! Nesses momentos dá uma enorme vontade de sair correndo ou dar aquela empurradinha educada para que o boy voe pela janela do carro...

Não preciso nem dizer que o boy não ligou naquela semana. Absolutamente previsível.

Entretanto, na sexta-feira subseqüente àquela festa, o boy ligou. Enquanto dirigia, conversava com ele. Para descontrair a conversa, o moço solta um se sues gracejos: “Olá, tudo bem, pensou que eu não iria ligar, né?”. É, de fato passei a semana inteira na expectativa. Ora, francamente!

Enfim, já que eu estava ali e ele estava lá, sem fazer nada, resolvi fazer um convite. O boy aceitou. Passei para apanhá-lo. Quando nos vimos, ele deu-me um beijo e seguimos ao encontro dos amigos. Depois de algumas piadas muito “engraçadas” do boy, daquelas em que o fim precede a cara de paisagem dos ouvintes, levantei-me e fui ao banheiro. Voltei e sentei. De repente, ouço uma observação bem sutil do rapaz: “nossa o que havia no banheiro pra você demorar tanto?”.

Bem, devia haver uma companhia bem agradável, melhor do que a que me acompanhava ou então um homem super interessante e charmoso, daqueles que nos faz perder a compostura! Poupe-me!

Depois de uns cinco minutos retornei a meu humilde lugar, ao lado do boy, que já se sentia o dono do terreiro!

Certo, certo. Vou usar o clichê “sou brasileira e não desisto nunca”, dei um beijo no rapaz e, logo em seguida, ainda não recuperado a última investida do moço. Este infausto me pergunta: “você quer dar beijo com platéia?”. Aff, o que ele queria? Que nós nos enfiássemos embaixo da mesa? Ou que só nos beijássemos dentro do carro? Escondido?

Ok. Insisti. A noite ainda estava longe de terminar. Saímos do bar e o boy me levou a um lugar daqueles que você tem como especial, uma espécie de cantinho particular...

Tudo bem, gostei. Ao menos a única coisa original que o boy pode fazer.

Durante a madrugada, nos pegamos dentro do carro. O rapaz estava empolgado e ao mesmo tempo receoso. Eu estava ali disposta a dar uns bons amassos, mas no fundo havia uma expectativa da próxima pérola caipira...

A noite foi desastrosa por demais e o moço parecia estar disposto a me afugentar com seu “jeito matuto”.

Pela manhã, depois de um sexo oral beeeeeem longo, nos despedimos. O boy veio me agradecer a “noite de prazer”. Aff...Educadamente disse que não precisava agradecer. Então, o “jeca engraçado” solta: “Ah, então já que não precisa agradecer, que Deus te pague porque meu bolso está vazio”.

É, pensando bem, o moço não foi tão inconveniente. Se eu tivesse cobrado “pela noite de prazer”, justificaria, ao menos, a minha insistência ante ao jeitinho caipira do boy mais desgraçado que “encontrei” no ano passado. Beijo não liga! Para aguentar esse aí, só pagando, e pagando muuuuito!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O causo do forrozeiro indeciso

Esta é uma história que pode acontecer com qualquer garota que se predisponha a frenquentar um dos ambientes mais populares entre os solteiros da night: O Forró!!! Certo dia, estava eu - como boa forrozeira que sou - em mais uma noite girando pelos salões da vida, quando me deparo com uma criatura que há muito tempo não via. Tratava-se de uma ex-paixonite de colégio. Atenção para o detalhe: esta é uma história de patinho feio, e o patinho feio da história é a narradora. Vendo aquela aparição, resolvi reatar os laços de amizade do colégio, sendo muito simpática.

Na época de colégio ele era o Mr. Popularidade, e eu a Nerd esquisita da sala. No entanto, por um motivo estranho, ele era o único garoto da sala a travar uma amizade comigo. Ele já não era tão bonito quanto no colégio. Diga-se de passagem, havia involuido, mas ainda existia nele o carisma do menino popular que eu conhecia.

Passamos a nos encontrar toda semana no forró e eu, forrozeira experiente, tratei de ensinar todos os truques da querência e da sofrência de um bom forró xamegado, sem notar que rolava dele um interesse maior do que apenas o aprendizado da dança. Por um mês inteiro, este ser - que chamaremos de Forrozeiro - mandou mensagens no celular, escutou meus problemas, fez elogios e tudo mais, portou-se como um bom amigo interessado em mudar de patamar. Finalmente ficamos, devido a um clima muito forte e um beijo roubado (pensei: finalmente um cara de atitude!). Saímos pela segunda vez e foi super romântico. Mas depois a coisa esfriou, ele jogou a real e resolvemos ficar só na amizade. Tempo depois ele estava namorando, mas a amizade permanecia.

Um dia desses no forró, me chega a noticia: o forrozeiro havia terminado o namoro. Adivinha qual foi a primeira pessoa pra quem ele foi jogar charme? Então... nessa hora vale parar um pouco para meditar: o ser é realmente tosco ou qual é o nível de burrice da outra pessoa (eu) que nem desconfia da tosquidão da outra?

Pois é... ficamos novamente, e eu no pensamento: pegar, mas não se apegar. Ficamos a segunda vez, e eu pensava : pegar e se apegar só um pouquinho. Na terceira vez, quando eu estava disposta a me apegar, tomei o famoso perdido no meio do forró, ou seja, fui abandonada no meio da night e da pista de dança. Com o resto de dignidade que me restava, fui embora e mandei uma mensagem desaforada para o Forrozeiro, com todo o sarcasmo e ironia que me era permitido no momento.

Veio então a mudança de comportamento dos que vêm que estão perdendo o jogo: pedido de desculpa, mensagens no celular, convites para sair. E eu, simpaticamente, respondia a todos na esperança da mudança, mas como estava muito ocupada na semana devido a uma apresentação de dança, fui empurrando os convites para semana seguinte. Quando o procurei para firmamos as saídas, fui totalmente ignorada. O Forrozeiro desapareceu pela semana , e ainda apareceu no forró seguinte acompanhado e nem se dignou a dar um “oi” ou manifestar qualquer emoção... pô, encontrar outra pessoa é algo que acontece, mas passar como se não me conhecesse é falta de educação!!! Forrozeiro: Beijo, NÃO LIGA!!!!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O Filho do Porteiro

Começo este causo contando a verdade desde o principio, pelo cabeço, já que o protagonista dessa história era, na verdade, um contador de mentiras e possuidor de uma criatividade tamanha, porém limitado pela capacidade masculina de não lembrar as mentiras que conta...



O filho do porteiro, ou melhor, o filho do senador, de uma cidadezinha chamada Souza, um lugarzinho no fim do mundo e perfeito para ser referência a um boy, muito criativo, mas sem a sorte do destino, cruzou o meu caminho...

Também não conto com a sorte, eis que costumo dizer que não tenho o dedo podre na escolha do sexo oposto: o meu braço inteiro está prejudicado.

Conheci o boy, que já deu o jeitinho de se apresentar como o filho de um senador, uma pessoa de boa família, responsável, distinto e bem despojado. Além do mais, mostrou-se disponível e interessado. Então, depois de umas duas saídas, recebi o convite final, o momento mais inusitado que passei ao lado desse boy... o singelo rapaz convidou-me para jantar. Aceitei o convite e, obviamente, já sabia que eu ofereceria o prato principal.

Seguimos para um restaurante e ficamos em uma mesa que estava de frente à recepcionista, que não conteve os olhares para o boy. O carinha percebeu o olhar incontinente da moça e comentou seu incomodo. Eu, muito descontraída, tentei relaxar o boy, dando alguns beijinhos, sem a manifestação de qualquer ceninha de ciúme.

Para minha surpresa, o rapaz se irritou “com minha falta de percepção” como dizia. Na verdade, ele queria uma demonstração de possessividade absurda e a indignação de um ciúme incontrolável...

Muito chateado, terminamos o jantar e, já dentro do carro, o distinto moço resolveu discutir a relação, que até então mal havia começado e anunciava o fim. No meio da discussão, decidi mudar a rota e segui para um motel... confesso que quanto mais ele mostrava sua revolta, mas excitada eu ficava.

Chegamos ao motel, o boy já estava mais calmo, entramos no quarto, e antes de qualquer aproximação, ouvi algo que acaba com qualquer tesão: “amor, aguenta ai, que eu vou dar uma cagada”.

É... aguenta ai! Em alguns minutos o quarto ficou tomado pelo agradável aroma de fezes ao vinho e ao molho madeira... hehehe... vi qualquer possibilidade de uma noite agradável de sexo rolar descarga abaixo, literalmente.

Pensei por algum momento que o excesso de intimidade já havia terminado, porém o boy, não satisfeito abre a porta do banheiro e diz: “pronto, acabei”.

Extasiada e sentada na cama, o herdeiro político, vem em minha direção, me abraça e solta agradáveis palavras: “mas você tem um cuzão!”.

Realmente, naquela ocasião, ele havia encerrado o encontro com chave de ouro.

Depois desse “momento intimidade”, descobri que o filho do senador era, na realidade, filho do porteiro. Coitado do rapaz... mal sabe ele que eu só queria sexo... Beijo não liga, baby!